Esta noite, enquanto me alabanzava-me com um 'piano' XL e uma litrada de Chardonay fresquinho, no restaurante do Isaac, este safado de critpo-judeu que caiu nas minhas boas-graças anti-semitas, e aturava o fedor de um cigarro da mesa vizinha, à falta de melhor, espaireci o meu olhar no plasma da TV.
Aquela geringonça estava na SIC que, àquela hora, transmitia um episódio de uma coisa execrável, chamada 'Chiquititas'. Vá lá que, do mal o menos, era sem som.
Mas deu para perceber que aquilo é surrealismo do mais puro, a fazer inveja a Picasso. Mas, atenção!, surrealismo 'pimba'!
Que outra coisa dizer de uma telenovela de lixeira, em que uma das protagonistas tem ar de fodilhona de 30 anos, vestida ridiculamente à menina de oito anos; e outra das personagens é um canastrão que passa a vida na cozinha, com um ar ridículo entre cozinheiro e mordomo, de vestimenta que, no mínimo, é à maricas de S. Francisco, Califórnia?
Vá lá que o Chardonay ia tranquilamente fazendo o seu efeito anestésico e, em breve, deixei de olhar para aquela porcaria e espaireci as vistas numa folha em branco, em que apostei escrever a crónica de hoje do blog.
E nestes eflúvios, enquanto reparava no ar gaiato da morena de vestido de balão e olhar vivo, duas mesas à frente, abismava numa outra morena escultural, que jantava com o amante, careca de meia-idade, senti todo o esplendor dos cronistas da época aurea dos anos 60, entre a guerra do Vietnam e as ditaduras latino-americanas.
Abençoado momento de Glória!!!
PS - Apesar das críticas ao fedor do tabaco da mesa vizinha, que fique registado que sou fumador. Mas de aromáticos tabacos de qualidade, e não dessa palha mal.cheirosa que por aí vendem!....